Sou Timorense: orgulho na minha nação

(Pe. Domingos G. de Araújo, missionário SVD em Portugal)

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G—NEWS (OPINIÃO) — No dia 12 de novembro, o povo timorense volta o coração e a memória para um dos momentos mais marcantes da nossa história: o massacre de Santa Cruz, em Díli, no ano de 1991. Aqueles jovens, com coragem e fé, enfrentaram o medo e a opressão para afirmar a sua dignidade e o direito à liberdade. Hoje, mais de trinta anos depois, essa memória continua viva, não apenas como uma ferida, mas como uma semente de esperança e responsabilidade para as novas gerações.

Ser timorense é recordar com orgulho e aprender com o passado. O sacrifício dos jovens de 1991 não deve ser apenas lembrado como tragédia, mas também como um apelo à transformação. Eles lutaram com palavras e gestos de resistência; nós, os jovens de hoje, somos chamados a lutar de outra forma — com o conhecimento, com a criatividade, com o trabalho e com a ética.

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O mundo mudou, e Timor-Leste também. O nosso país já faz parte da ASEAN, abrindo novas portas de cooperação e crescimento. As oportunidades multiplicam-se, mas exigem de nós mais preparação, mais responsabilidade e mais consciência. Como dizia o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. A educação — formal e informal — é o caminho para libertar o pensamento, fortalecer os valores e desenvolver as competências que nos permitem competir a nível mundial.

Aristóteles lembrava que o ser humano é um “animal político”, isto é, chamado a participar na construção do bem comum. Por isso, a formação começa na família, continua na comunidade e é alimentada pela fé e pelos valores religiosos. Educar não é apenas aprender a ler e a escrever, mas também a servir, a respeitar e a sonhar juntos.

Num mundo globalizado, onde as notícias e as oportunidades viajam à velocidade da luz, Timor-Leste pode e deve ser conhecido pelos seus valores positivos — pela hospitalidade, pela solidariedade, pela fé e pela capacidade de reerguer-se. Não precisamos ser lembrados pelas feridas do passado, mas pela força do nosso presente e pela visão do nosso futuro.

Hoje, ser timorense é ser herdeiro de uma luta e construtor de um novo tempo. Cabe a cada jovem transformar a memória em ação e a dor em esperança.

Porque amar Timor é acreditar que o melhor ainda está por vir — e trabalhar, com coragem e sabedoria, para o tornar realidade.

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